Reconheço como própria, verdadeira, legítima esta minha exploração pela auto publicação. A convocação para autenticar sua voz, sua identidade, suas aleatoriedades se baseia na própria experiencia em me submeter ao mundo virtual liberando cada postagem ao externo. Que nossos limites sejam redefinidos.. Hoje me torno cobaia do mundo blogueiro, mas também autentico sua liberdade em participar dessa via.. Via sem o "todavia" da língua portuguesa.. Que experimentemos nuestra autenticidad todavía...(y que el blog lo complete!)

10 de mai. de 2011

Hogar

Ao adentrar, peito à frente, logo sinto as crostas fétidas. Desvencilho-me do seu olhar e me permito adentrar, desta vez acompanhada de tudo que é acobertado pelo escudo de pele. Já não sei onde pisar. Esse leve chiado, mesmo que algumas vezes interrompido, é capaz de me remover da superficialidade desta casa que ninguém toma como lar. Nem uma bêbada cambaleante com seu saco de estopa ferido pelas pedras consegue me enojar mais que ver este vazio. Agradeço por não fazer parte dele enquanto sofro com a consciência de notá-lo. Sem se lamentar, cada tijolo exposto se desfalecerá. Nada como um bom par de botas e algumas remanescentes lembranças para rapidamente me socorrer, deixando mais distante a memória de um hogar. A silenciar.

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