vem morena
se liberta desse perigo
nem adianta abrir o olho
dar aquela piscadela
todo esse charme nao funciona
onde o desanimo desatola
somente aos desinquietos
incorpore aquele teu charme
e honre os velhos desencantos
de uma sala desbotada
de tamboretes apoiados
de um cavaco empoeirado
de um povo desvairado
sambando a tristeza adoidado!
largue logo esse teu devaneio
esse teu desencontro com o sabido
o escuro do salao lhe deseja
que a tristeza nao
a felicidade sim
vem ao desfavor de uma multidao
ao som do caminhao!
respire a escuridao no ar
que vem ao seu descuidar
enquanto a musica nao toca
a lua se desentoca
e se relembra dos tempos de roda
dos versos timbrados e
cada batida rimada do seu saculejar
tua desistencia nao faz crer
nao inspira aquela crianca
que se recusa a admitir
aprendeu a sambar muito antes
desse seu olho hoje atento
deslumbrar ao sambista cego
que ainda batuca sua batida preferida
Reconheço como própria, verdadeira, legítima esta minha exploração pela auto publicação. A convocação para autenticar sua voz, sua identidade, suas aleatoriedades se baseia na própria experiencia em me submeter ao mundo virtual liberando cada postagem ao externo. Que nossos limites sejam redefinidos.. Hoje me torno cobaia do mundo blogueiro, mas também autentico sua liberdade em participar dessa via.. Via sem o "todavia" da língua portuguesa.. Que experimentemos nuestra autenticidad todavía...(y que el blog lo complete!)