Reconheço como própria, verdadeira, legítima esta minha exploração pela auto publicação. A convocação para autenticar sua voz, sua identidade, suas aleatoriedades se baseia na própria experiencia em me submeter ao mundo virtual liberando cada postagem ao externo. Que nossos limites sejam redefinidos.. Hoje me torno cobaia do mundo blogueiro, mas também autentico sua liberdade em participar dessa via.. Via sem o "todavia" da língua portuguesa.. Que experimentemos nuestra autenticidad todavía...(y que el blog lo complete!)

8 de mai. de 2010

Como seria se apagasse a dor ao mergulhar naquela depressão..enfiou-se sem sequer considerar as consequencias de aprofundar mais aquela ruga. Entrou de supetão, rasgando as extremidades emaranhadas na dor, no sofrimento, na vida. Era um rasgar de verdades que não deixava sequelas. Não dava esperanças. Não dava chance de se recompor. Nadou até encontrar o fim, a subida, a diminuição da profundidade. Respirou futilidade. E ao cavar dentro de si o que lhe dirigia, encontrou-se segurando as beiradas com tanta força que suas unhas se dobravam. Mais parecia uma cena de aflição do que de libertação. Liberdade esta que não passava daquele perímetro estreito, enviesado, experiente como toda ruga da velhice. Pensava na resposta àquela pergunta inicial, e descobriu que aquela cavidade mais parecia uma imensidão. E sua dor se evaporava à medida que um sorriso tentava empurrar as mesmas rugas, antes profundas, agora juntas numa mesma direção. Deparou-se com tantas delas que não acreditava no que via, parecia ficção. E era, pois há muito não era.