coracao viajante
saudoso contempla a chuva
a disseminar esperanca para os que se amam
a refletir a tristeza dos que longe se desejam
a alimentar os sonhos de quem anseia
o encontro das aguas com o mar.
Reconheço como própria, verdadeira, legítima esta minha exploração pela auto publicação. A convocação para autenticar sua voz, sua identidade, suas aleatoriedades se baseia na própria experiencia em me submeter ao mundo virtual liberando cada postagem ao externo. Que nossos limites sejam redefinidos.. Hoje me torno cobaia do mundo blogueiro, mas também autentico sua liberdade em participar dessa via.. Via sem o "todavia" da língua portuguesa.. Que experimentemos nuestra autenticidad todavía...(y que el blog lo complete!)
23 de dez. de 2010
5 de out. de 2010
21 de set. de 2010
Fagulhas
como deixei meus instrumentos tristes, sem lhes dar um breve suspiro através de um sopro típico de tirar pó. quantas vezes algumas palavras ocas podem preencher a alma e as muitas densas frases ecoar nas paredes de cada mundo? Mundo, que oco, não fere mas não gera. abrir mão pode abrir um coração. sem lhes dar a chance, perco a arte e me resta menos do que escolhi reter, uma mediocridade digna de sobras. sopro as fagulhas para aguardar a brisa da paz. esta sim nos preencherá.
30 de jun. de 2010
Maturação
Enxerguei a verdade
em frutos dependurados.
Pendurada também estava.
Meu destino sabido
ainda me provaria
que a aflição da espera
e minha convicção juvenil
não aceitariam a brisa
que sem fôlego me deixaria
ao derrubar minha ilusão.
Prematura estava
aguardando uma nova versão,
mas a natureza revirava
toda saudade sem inovação.
em frutos dependurados.
Pendurada também estava.
Meu destino sabido
ainda me provaria
que a aflição da espera
e minha convicção juvenil
não aceitariam a brisa
que sem fôlego me deixaria
ao derrubar minha ilusão.
Prematura estava
aguardando uma nova versão,
mas a natureza revirava
toda saudade sem inovação.
10 de jun. de 2010
Sem dizer
não chegaria a empregar um superlativo
porque se o tudo é nada, nunca temos nada.
não abusaria da sorte,
porque se ela realmente existe, não temos coincidências.
prefiro ter coincidências.
não compraria tempo,
porque só o gastaria pensando em como estocá-lo.
não ignoraria todas as datas,
porque sem marcos o tempo se desfalece.
também não exigiria datas,
porque boas memórias vem ao coração e não à mente.
prefiro sentir com o coração.
não mudaria nada,
porque o futuro também não se altera.
não paralisaria os momentos bons,
porque não quero excluir a humanidade do nosso sorrir.
não desperdiçaria um segundo sequer,
porque sei que comporia um pouco mais de historia.
não fantasiaria o porvir,
porque não consigo surpreender a vida!
prefiro viver.
sem superlativos,
sem atribuiçoes ao acaso,
sem precisar de dia certo,
e sem precisar lembrá-lo!
sem questionar o passado,
sem desejar a perfeição,
sem saber o final desta declaração,
evoco você no meu vão.
8 de mai. de 2010
Como seria se apagasse a dor ao mergulhar naquela depressão..enfiou-se sem sequer considerar as consequencias de aprofundar mais aquela ruga. Entrou de supetão, rasgando as extremidades já emaranhadas na dor, no sofrimento, na vida. Era um rasgar de verdades que não deixava sequelas. Não dava esperanças. Não dava chance de se recompor. Nadou até encontrar o fim, a subida, a diminuição da profundidade. Respirou futilidade. E ao cavar dentro de si o que lhe dirigia, encontrou-se segurando as beiradas com tanta força que suas unhas se dobravam. Mais parecia uma cena de aflição do que de libertação. Liberdade esta que não passava daquele perímetro estreito, enviesado, experiente como toda ruga da velhice. Pensava na resposta àquela pergunta inicial, e descobriu que aquela cavidade mais parecia uma imensidão. E sua dor se evaporava à medida que um sorriso tentava empurrar as mesmas rugas, antes profundas, agora juntas numa mesma direção. Deparou-se com tantas delas que não acreditava no que via, parecia ficção. E era, pois há muito já não era.
12 de mar. de 2010
Sambava
sambava
entre apertos e tormentos
sambava seu tremor em pernas bambas e pes dormentes.
Doentes, dentes, desmerecidamente
sambava.
vento a entornar
o que jamais teve presente
a esgotar os lampejos da mente
sambava descrente, seus nós em frente..
entre apertos e tormentos
sambava seu tremor em pernas bambas e pes dormentes.
Doentes, dentes, desmerecidamente
sambava.
vento a entornar
o que jamais teve presente
a esgotar os lampejos da mente
sambava descrente, seus nós em frente..
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